DAE empresarial: proteção e responsabilidade
Os desfibriladores automáticos externos (DAE) tornaram-se um elemento essencial na estratégia de segurança empresarial. Em caso de paragem cardiorrespiratória, a resposta rápida pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte. Investir num desfibrilador é mais do que cumprir a legislação — é reforçar a responsabilidade social e a proteção de colaboradores e clientes.

Benefícios dos desfibrilhadores nas empresas
Os desfibrilhadores automáticos externos (DAEs) são cruciais para a segurança no local de trabalho. Eles podem reduzir significativamente o tempo de resposta durante uma emergência cardíaca, aumentando as chances de sobrevivência das vítimas.
- Salvar vidas: O principal benefício dos desfibrilhadores no ambiente corporativo é, sem dúvida, a capacidade de salvar vidas. Durante uma paragem cardíaca, cada minuto sem socorro reduz em 10% as chances de sobrevivência.
- Redução de riscos seguráveis: A presença de DAE pode contribuir para mitigar riscos legalmente asseguráveis, dependendo da política da seguradora. O rápido auxílio pode minimizar a necessidade de intervenções médicas mais complexas e custosas.
- Aumento da produtividade: Funcionários que sabem que têm acesso a recursos de segurança, como desfibrilhadores, tendem a se sentir mais seguros e valorizados, o que pode resultar em um ambiente de trabalho mais produtivo.
| Estatísticas | Dados atualizados |
| Sobrevivência sem DAE | < 10% em média |
| Sobrevivência com DAE precoce | Pode atingir 50–70% quando utilizado nos primeiros minutos |
| Tempo crítico de intervenção | Primeiros 3–5 minutos após a paragem |
Requisitos legais para desfibrilhadores nas empresas
Em Portugal, o Decreto-Lei n.º 184/2012, integrado no Programa Nacional de DAE (PNDAE), estabelece as regras de instalação e utilização de desfibrilhadores em contextos públicos e empresariais. A legislação nacional pode exigir a instalação desses dispositivos nos locais de trabalho, especialmente aqueles com grande número de funcionários ou com alto risco de incidentes cardíacos.
Em contexto português, além de garantir acessibilidade e visibilidade, as empresas abrangidas pelos critérios legais devem:
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Registar o programa no PNDAE
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Designar um médico responsável pelo programa
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Garantir formação certificada para colaboradores reconhecida pelo INEM
Tipos de desfibrilhadores e suas aplicações
Existem vários tipos de desfibrilhadores disponíveis no mercado, cada um com as suas próprias características e aplicações específicas:
- Desfibrilhadores manuais: Utilizados principalmente por profissionais de saúde, esses dispositivos requerem conhecimento especializado para a correta aplicação.
- Desfibrilhadores semiautomáticos (DEA-S/A): Comuns em locais públicos e empresas, são fáceis de usar e orientam o utilizador durante o processo de desfibrilhação.
- Desfibrilhadores automáticos (DEA): indicados para uso público e em locais empresariais onde o público leigo pode precisar de usar o dispositivo. Eles realizam automaticamente a análise e aplicam o choque elétrico, se necessário.
Cada tipo de desfibrilhador tem as suas vantagens e desvantagens, e a escolha correta depende das necessidades específicas da empresa.
Como escolher o desfibrilhador certo para a sua empresa
Escolher o desfibrilador correto para a sua empresa requer a consideração de vários fatores:
- Tamanho da empresa: Empresas maiores podem precisar de múltiplos desfibrilhadores estrategicamente posicionados.
- Localização: A localização geográfica influencia a velocidade de resposta dos serviços de emergência. Em áreas remotas, a presença de desfibrilhadores é ainda mais crucial.
- Orçamento: Embora o custo seja um fator importante, a segurança dos funcionários deve ser a prioridade. Existem opções acessíveis que não comprometem a qualidade.
- Certifique-se de que os desfibrilhadores possuem marcação CE em conformidade com o Regulamento (UE) 2017/745 exigido para dispositivos médicos na União Europeia.
Instalação e manutenção de desfibrilhadores
Para garantir a eficácia e funcionalidade dos desfibrilhadores, é fundamental seguir algumas orientações de instalação e manutenção :
- Localização estratégica: Instale os desfibrilhadores em áreas de fácil acesso e visibilidade, como entradas principais, receções e áreas comuns.
- Sinalização: Utilize sinalizações claras e visíveis para indicar a presença e a localização dos desfibrilhadores.
- Manutenção regular: Realize inspeções periódicas para verificar o funcionamento e a validade dos componentes, como baterias e eletrodos.
- Registo adequado: Mantenha registros atualizados sobre manutenções e verificações realizadas.
Formação em desfibrilhadores para funcionários
A formação dos funcionários é uma parte essencial para garantir que os desfibrilhadores sejam utilizados corretamente e com eficácia em situações de emergência:
- Conhecimento básico: Ensine aos funcionários sobre qual a localização e o funcionamento básico dos desfibrilhadores.
- Treinamento em RCP: Junto com o uso dos desfibrilhadores, é fundamental capacitar os funcionários em técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP).
- Formação regulare: Realize sessões de formação periódicas para garantir que todos estejam atualizados e preparados para agir em caso de emergência.
- Simulações: Conduza simulações de emergência para praticar a utilização do desfibrilador e reforçar a confiança dos funcionários.
Exemplos de uso bem-sucedido de desfibrilhadores em empresas
Oferecer exemplos reais de uso bem-sucedido dos desfibrilhadores em empresas pode enfatizar ainda mais a importância desses dispositivos. Abaixo, alguns casos de sucesso:
- Numa empresa : Em uma grande multinacional, um funcionário sofreu uma paragem cardíaca e foi salvo graças à rápida intervenção de colegas formados e o uso de um desfibrilhador.
- Numa indústria : Na indústria altamente operada por maquinaria pesada, um técnico, durante uma manutenção, teve uma pagem cardíaca súbita. A presença do desfibrilhador, combinado com a formação em RCP dos colegas, foi crucial para salvar a sua vida.
- Num escritório : Em um ambiente corporativo de escritório, um visitante teve um infarte súbito. A intervenção imediata dos funcionários treinados com o desfibrilhador disponível resultou na recuperação total do visitante.
FAQ
Todas as empresas são obrigadas a ter desfibrilhadores?
Não necessariamente. Em Portugal, a obrigatoriedade da instalação de DAE depende do enquadramento definido pelo Decreto-Lei n.º 184/2012 e dos critérios legais aplicáveis a cada tipo de espaço.
Com que frequência a manutenção dos desfibrilhadores deve ser feita?
Recomenda-se realizar verificações mensais e manutenções anuais para garantir que todos os componentes estejam funcionando adequadamente. Consulte as diretrizes do fabricante para detalhes específicos.
É necessário formação formal para utilizar um desfibrilhador?
Embora os desfibrilhadores sejam projetados para serem fáceis de usar, a formação formal é altamente recomendada para garantir uma resposta eficaz durante emergências.
Como escolher o número adequado de desfibrilhadores para uma empresa?
A quantidade adequada dependerá do tamanho da empresa, da quantidade de funcionários e da disposição dos espaços. Empresas maiores ou com múltiplos andares devem considerar ter mais desfibrilhadores estrategicamente posicionados.
A instalação de desfibrilhadores pode reduzir os custos com seguros empresariais?
Sim, muitas seguradoras oferecem descontos ou reduções nas taxas para empresas que adotam medidas de segurança adicionais, como a instalação de desfibrilhadores.
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