Como escolher um desfibrilador para sua empresa
Escolher um desfibrilador para a sua empresa é uma decisão essencial para garantir a segurança no local de trabalho. Para além de cumprir a legislação portuguesa, um DAE (Desfibrilador Automático Externo) pode salvar vidas em situações de paragem cardiorrespiratória.
Neste guia, explicamos como selecionar o equipamento certo, avaliando requisitos legais, funcionalidades e custos em 2026.

O que diz a lei?
Em Portugal, a instalação e utilização de DAEs são regulamentadas pelo Decreto-Lei n.º 184/2012, de 8 de agosto, que torna obrigatória a instalação de equipamentos de desfibrilhação automática externa em determinados locais de acesso público. De acordo com este decreto, é obrigatória a instalação de DAEs nos seguintes locais:
- Estabelecimentos de comércio a retalho com área de venda igual ou superior a 2000 m².
- Conjuntos comerciais com área bruta locável igual ou superior a 8000 m².
- Aeroportos e portos comerciais.
- Estações ferroviárias, de metro e de camionagem com fluxo médio diário superior a 10.000 passageiros.
- Recintos desportivos, de lazer e de recreio com lotação superior a 5000 pessoas.
As entidades responsáveis pela exploração destes locais devem instalar e manter um DAE em conformidade com o Decreto-Lei n.º 184/2012 e demais orientações aplicáveis em 2026.
Como escolher o DAE adequado à sua empresa
Ao selecionar um DAE, tenha em consideração os seguintes fatores:
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Facilidade de Utilização : Opte por dispositivos com instruções claras e interface intuitivo.
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Manutenção : Verifique a duração da bateria e a validade dos elétrodos, bem como a facilidade de substituição.
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Certificações : Assegure-se de que o DAE possui marcação CE de acordo com o Regulamento (UE) 2017/745 (MDR), que atesta conformidade com os requisitos europeus.
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Condições Ambientais : Considere a resistência do dispositivo ao pó e à água, especialmente se for instalado em ambientes exteriores.
Comparação de Modelos de Desfibrilhadores Disponíveis em 2026
A tabela abaixo apresenta uma comparação entre alguns dos principais modelos de desfibrilhadores disponíveis no mercado português em 2026:
Modelo |
Características |
Preço Aproximado (2026) |
Certificações |
| ZOLL AED Plus | Feedback de RCP em tempo real, design robusto, indicado para ambientes empresariais. | ~€1.500 – €1.900 | Marcação CE (MDR) |
| Philips HeartStart HS1 | Leve, interface intuitiva, adequado para locais públicos e empresas. | ~€1.700 – €2.100 | Marcação CE (MDR) |
| HeartSine Samaritan PAD 350P | Compacto, resistente à água (IP56), cartucho combinado bateria/elétrodos. | ~€1.500 – €1.850 | Marcação CE (MDR) |
Os preços são aproximados e podem variar consoante o fornecedor e as condições de compra.
Procedimentos para implementação de um programa de DAE
Para implementar um programa de DAE na sua empresa, siga os passos abaixo:
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Aquisição do DAE : Compre um dispositivo adequado às necessidades da sua empresa.
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Formação : Assegurar que um número suficiente de colaboradores é formado em Suporte Básico de Vida e Desfibrilhação Automática Externa (SBV-DAE) por entidades acreditadas pelo INEM.
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Licenciamento : Solicite a licença ao INEM para a instalação e utilização do DAE.
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Manutenção : Estabeleça um plano de manutenção regular para verificar a funcionalidade do dispositivo e a validade dos consumíveis.
Em 2026, a instalação de um DAE no âmbito de um programa internalizado exige o registo no Programa Nacional de DAE (PNDAE) e a designação de um médico responsável pelo programa, conforme orientações do INEM.
Custos de aquisição e manutenção de um DAE
Aquisição
O custo de um DAE pode variar bastante dependendo das funcionalidades, do fabricante e do fornecedor. Em 2026, os preços médios de DAE no mercado português variam atualmente entre ~1.200€ e ~2.300€, dependendo das funcionalidades e certificações de cada modelo. É importante considerar o custo-benefício de cada modelo. Os modelos com feedback de RCP em tempo real, como o ZOLL AED Plus, podem ser mais dispendiosos, mas oferecem vantagens importantes que podem fazer a diferença na eficácia da reanimação.
Manutenção
Os desfibriladores exigem manutenção regular para garantir que estejam sempre operacionais. Isso inclui verificar a carga da bateria, a validade dos elétrodos e a funcionalidade geral do dispositivo. Os custos de manutenção podem variar entre €100 e €150 por ano.
Levantamento de custos de manutenção anual:
- Substituição de elétrodos: A cada 2 anos ou após utilização — €60 a €100.
- Substituição ds bateria: A cada 3 a 5 anos — €120 a €150.
Muitas empresas que comercializam os DAE disponibilizam também pacotes de manutenção, o que facilita o cumprimento dos requisitos legais e evita imprevistos.
Responsabilidade, segurança e valorização da empresa
Investir num desfibrilador vai além do cumprimento legal. Em 2026, a presença de um DAE na empresa representa um compromisso concreto com a segurança no trabalho e com a proteção da vida humana. Para muitas organizações, trata-se também de um elemento diferenciador em matéria de responsabilidade social e cultura preventiva.
Impacto na segurança e na cultura preventiva
A instalação de um desfibrilador automático externo reforça a capacidade de resposta a emergências médicas. Em contexto empresarial, onde circulam colaboradores, clientes e fornecedores, a existência de um DAE pode reduzir drasticamente o tempo de intervenção em caso de paragem cardiorrespiratória.
Além disso, a integração do equipamento num plano estruturado de segurança e saúde no trabalho contribui para fortalecer a cultura de prevenção. Empresas que investem em formação SBV-DAE demonstram preocupação ativa com o bem-estar coletivo, aumentando a confiança interna e externa.
Valorização da imagem e cumprimento das boas práticas
Para além da vertente operacional, o desfibrilador na empresa transmite uma imagem de organização responsável e preparada. Em auditorias, certificações ou concursos públicos, a existência de medidas de segurança adicionais pode representar um fator positivo.
Cumprir as orientações do PNDAE e manter o DAE operacional reforça a credibilidade institucional. Assim, a decisão de instalar um equipamento de desfibrilhação automática externa não deve ser vista apenas como um custo, mas como um investimento estratégico na reputação, na conformidade e na proteção das pessoas.
Sabia que?
A desfibrilhação precoce pode aumentar a taxa de sobrevivência em até 70%! Quando realizada nos primeiros 3 a 5 minutos após a paragem cardíaca, a probabilidade de sobrevivência pode ser multiplicada por 4. Portanto, ter um DAE nas instalações da sua empresa não é apenas uma questão de conformidade legal, mas um investimento na vida.
Além de escolher o modelo correto, é fundamental garantir que a equipa esteja devidamente formada e que o dispositivo seja mantido em bom estado de funcionamento. Assim, estará a contribuir não só para o bem-estar e a segurança de todos os colaboradores, mas também para a responsabilidade social e o compromisso da sua empresa com a vida humana.
Pontos-chave a reter
- A instalação de um DAE é regulamentada pelo Decreto-Lei n.º 184/2012.
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Existem vários modelos disponíveis, cada um com características específicas, sendo que o preço varia entre os 1.100€ e os 2.000€.
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A formação dos colaboradores e a manutenção dos desfibrilhadores são obrigações essenciais para o bom funcionamento do programa DAE.
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